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A ARTE DE ESTAR SOLTEIRO(A) PARTE 3

  • Posted on:  Quinta, 20 Junho 2013 13:08
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O processo de autoconhecimento é a grande sacada para quem quer se aventurar pela arte de estar solteiro. Depois disso, qualquer ação virá de uma escolha verdadeira e não circunstancial. Amor próprio, como o nome diz, é algo que vem de dentro. Viver o “me amo e sou correspondido por mim mesmo” é um desafio! Contudo, conseguir tal intento é algo que move o ser para procurar satisfazer seus desejos, sejam eles de ficar só ou estar com pessoas. Se uma pessoa gosta de si, pode escolher certamente o que quer fazer em sua noite livre. Pode apenas ficar em casa em sua própria companhia, fazendo coisas legais, que a agradam e a deixam feliz, sem ter que ligar a televisão ou o som bem alto por medo de ouvir sua voz interna. Pode escolher também estar com amigos, parentes, amantes, companheiros, mas sempre com o compromisso de fidelização a si mesmo, ao que sente, ao que deseja, à sua integridade. Quando alguém se ama, aprecia e respeita sua própria companhia tanto quando está só, como quando está em grupo. Uma pessoa que aprende e trabalha em si sua capacidade de amar a si mesmo, sai “de com força” em busca de sua capacidade de ter prazer. Nosso modelo educacional, nossa criação não nos auxiliou no desenvolvimento dessa tal arte de amar a si mesmo. Por isso fica tão difícil ser solteiro! Temos que aprender isso na marra”! Ou podemos escolher ficar como criancinhas que não sabem andar e nem falar, chorando pelo leite que não veio. De alguma forma algum “leite” veio, caso contrário não teríamos sobrevivido até aqui. Gosto muito de uma frase de Jean­Paul Sartre: “agora já não importa mais o que fizeram de ti, mas o que você vai fazer com o que fizeram de ti” , porque ela evoca a responsabilidade que temos que assumir por nosso próprio destino. Se resistimos até aqui, por que não fazer algo por nós mesmos? Costumo sempre dizer que tem duas formas de encarar a vida: ou vamos rindo, com prazer, ou vamos chorando, angustiados e com medo! Tem horas que é preciso realmente chorar, mas na maioria das vezes, podemos correr o risco de fazer o compromisso com a nossa alegria.

Olhar para dentro é bom! Partilhar também! Mas só se partilha o que se tem! Como dar amor ao outro se não aprendeu nem mesmo a gostar de si? Gosto muito da música do Nando Reis cantada pelo Jota Quest (Do seu lado) que diz que “Viver é uma arte, um ofício, só que precisa cuidado, prá perceber que olhar só prá dentro é o maior desperdício, o seu amor pode estar do seu lado!” Adoro essa parte do olhar “só” prá dentro ser o maior desperdício. Ela enfatiza que desenvolver um processo de autoconhecimento é importante, mas não se pode deixar de lado as pessoas. O amor que pode estar do seu lado pode não ser o parceiro que você idealizou, pode ser simplesmente alguém simples, que tem um carinho para partilhar, seja seu parente ou colega de trabalho, amigo ou conhecido. Existem muitas formas de ver o outro. É possível escolher focar em seus defeitos ou escolher ver as coisas boas que ele tem pra lhe dar.

Tudo é uma questão de intencionalidade para a observação do fenômeno! Não há como colher maçãs quando se plantou morangos!

O amor que pode estar do seu lado não necessariamente precisa estar resumido ao seu parceiro sexual. Sua capacidade de ter prazer, em alguns momentos da vida pode estar mais relacionada com sua capacidade de tirar prazer da vida sem um parceiro. E isso também é bacana. Simples assim!

Feliz dia dos solteiros a todos que atualmente estão, por circunstâncias, por opção ou por convicção! Afinal. Se você está um solteiro feliz, TODOS os dias são seus!!!!!!

Escrito por: Tereza Cristina

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