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A ARTE DE ESTAR SOLTEIRO(A) PARTE 2

  • Posted on:  Quinta, 20 Junho 2013 13:10
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Buscar o prazer é algo que todo ser humano almeja mas, ao mesmo tempo, é também algo que teme. Sabe por que? Porque essa busca, além de ousadia e irreverência, exige compromisso, foco e coragem para deixar a zona de conforto e aventurar­se em busca do novo.

W. Reich dizia que um dos grandes medos da nossa sociedade é justamente o de ter prazer. Se uma pessoa está bem, quando menos se espera, procura uma razão para brigar, para se sentir perseguida, criticada e fica pensando que o outro está pensando o que é ela mesma quem está pensando. Nesse processo, acaba criando fantasias que a afastam cada vez mais dos outros, não checando com eles suas próprias percepções que, muitas vezes, podem estar distorcidas. Assim, segue viagem, de carro vazio, de mãos dadas apenas com a solidão. Em outras circunstâncias, pode escolher seguir passeio com a ilusão, atribuindo aos outros características e qualidades que são muito além do que eles podem oferecer. Nesse caso, a decepção é iminente, confirmando erroneamente a premissa de que todas as pessoas não são confiáveis. E reina o velho ditado “quem eu quero não me quer, quem me quer mandei embora”. Vem a ilusão de querer o idealizado, o fantasiado, o príncipe ou princesa encantados. Quando isso acontece, ocorre também o inevitável: a desilusão!!! Príncipes e princesas viram sapos!!!!

Realmente, ninguém é amado do jeito que idealiza sê­lo. Aí só resta a vitimização ao entoar "quem eu quero não me quer". E as pessoas que estão ali, acessíveis para serem amadas, são desprezadas.

Existe entre alguns solteiros a eterna cobrança de que, a uma certa altura da vida, é imprescindível estar com um parceiro, uma “cara metade”. Quem quer metade é porque não está inteiro! Estar com alguém numa relação de intimidade pode ser algo muito bom mas, primeiramente, é necessário aprender a estar com a gente mesmo e, paralelamente, aprender a desfrutar de outros prazeres que a vida dá como: fazer um esporte ou uma dança, andar de bicicleta, ler um bom livro, tomar um café com um grande amigo, escrever poesia, curtir a família de origem (pais e irmãos), realizar um trabalho que dê prazer, viajar, aproveitar uma balada... Enfim, o que dá prazer a um nem sempre é o que agrada a outro. Portanto, só entrando mais em contato consigo é que será possível descobrir as coisas que lhe dão prazer. Quando peço às pessoas que me dêem uma lista de dez coisas que lhes dão prazer na vida, solteiros ou casados, muitos não conseguem se lembrar de sequer de três! Se alguém não está em contato consigo e não sabe o que lhe dá prazer, como vai querer dividir sua vida com outra pessoa. Pode se decepcionar completamente buscando no outro o preenchimento para suas carências ou pode se anular completamente para ter o amor do outro.

Escrito por Tereza Cristina

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