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A ARTE DE ESTAR SOLTEIRO(A) PARTE 1

  • Posted on:  Quinta, 20 Junho 2013 13:13
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Em conversas com uma grande amiga que é solteira, algumas vezes, em meio aos desabafos que são sempre bem vindos numa amizade profunda, nos perguntamos: "o que é melhor: ser solteira ou casada?" Rimos muito quando isso acontece porque no assunto da conversa de um dia, talvez seja melhor estar solteira; na conversa de outro dia, talvez fosse melhor estar casada. Depende da “inhaca” do momento.

Estar solteiro ou casado não define uma condição para ser feliz, não elimina os problemas, frustrações e solidões que a vida traz. Eles são apenas estados diferentes! Afinal, qual casada com a casa cheia de filhos, não gostaria de passar um dia sozinha num apartamento bem pequeno, que ninguém desarrumasse ou tirasse as coisas do lugar, onde pudesse comer o que quisesse, na hora que tivesse vontade, que pudesse assistir ao filme de sua preferência, ouvir seu gênero de música preferido, sem ter que escutar a palavra “mãããeee” quinhentas vezes num só dia? Por outro lado, qual solteira que não gostaria de um almoço de família bem agitado, com muitas piadas e barulho, poder sentar no sofá da sala e comer pipoca, assistindo a um filme com toda a família junta que nem coró de laranjeira? São apenas pequenos exemplos que ilustram o fato de que a felicidade independe de nosso estado civil.

Estar solteiro não é algo de que alguém precise se envergonhar. Há algumas décadas, meninas de 20 anos que não se casavam eram chamadas de “tias solteironas”. Acredito que essa visão tenha mudado, mas nosso modelo de sociedade ainda costuma sugerir que os solteiros sejam pessoas mal resolvidas, que não souberam conduzir um relacionamento adiante, que uma pessoa que é "solteirona" é porque é problemática e não conseguiu estar com alguém e assim por diante.

Tudo isso são falsas crenças, já que pode­se encontrar inúmeros casados com uma imensa dificuldade de estar com o outro e a convivência só é possível porque esse outro acaba cedendo às suas imposições e se calando ante aos desaforos recebidos.

Estar solteiro pode não ser uma opção, mas uma circunstância; pode ser uma opção momentânea e pode ser uma opção para toda a vida. O importante é que, em todos estes estados, a pessoa se encontre inteira e se responsabilize pela sua realidade, assumindo a coragem de desfrutar do prazer que a vida lhe proporciona.

Escrito por Tereza Cristina

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